segunda-feira, 3 de abril de 2017

Lançamento do meu sétimo Livro.


Olá Amigas e Amigos, é com alegria que estou lançando meu sétimo livro: "A Cabala da Pirâmide Invertida", através do site Clube de Autores. Um livro de autoconhecimento, que muitos leitores estavam esperando por seu lançamento. Eu preparei este livro por vários anos, através do meu trabalho, pesquisas e conhecimentos que adquiri através do estudo desta Cabala numerológica. Acesse o link e conheça mais sobre estes estudos.

Abraço meu,

Helen De Rose.

Adquira no link: https://clubedeautores.com.br/book/232001--A_Cabala_da_Piramide_Invertida#.WOKi7fkwjIV

quinta-feira, 16 de março de 2017

Tentação de Dom Casmurro


Oh! Flor do céu! Oh! Flor cândida e pura!*
Encontrei-te no meio do meu paraíso,
No inferno do sanatório, loucura!
És rosa branca dos meus sonhos paradiso

Oh! Menina flor! Oh! Doce Inocência!
Subtrai a paz dos meus desejos insanos,
Eu! Meu purgatório da consciência,
Meus olhos te desnudam, sonhos profanos

Capitu! Alma de menina, minhas sinas!
Sou homem maduro que tu alucinas,
Das minhas entranhas nasce um canalha

Lutando contra sua pureza, tentação!
Aniquilando minh’alma, extrema-unção!
Perde-se a vida, ganha-se a batalha!*

Helen De Rose

(*versos de Machado de Assis, do seu soneto inacabado.)
 
*lançado em novembro de 2016 / CBJE - Rio de Janeiro.


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Sorriso Iluminado!


O sorriso 
aproxima as pessoas. 
Se elas estão tristes, 
encontram nele 
o conforto. 
Se elas estão sozinhas, 
encontram nele 
o abraço. 
O sorriso 
é um gesto renovador 
de ânimos. 
Quando sorrimos 
logo ao amanhecer, 
parece que o dia nos recebe 
comemorando 
nossa presença. 
O sorriso 
é o nosso cartão de visita 
felicitando 
nossos desafios diários. 
Não deixe de sorrir 
um dia sequer, 
porque o seu sorriso 
pode fazer milagres 
inesperados! 
Sorria!

Helen De Rose

* Antologia lançada em Novembro/2016


terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Da Minha Carência


Uma mão carecente abre a porta da minha insanidade. Amarra todo o meu coração num laço dependente. Dizendo que seu amor sente minha saudade. E deseja amar o meu passado e futuro no presente. Minha carência está na história de vida que carrego. Por tudo aquilo que me faltou um dia. Alguém carinhoso para carregar no colo o meu ego. Viciando minha mente naquilo que ela confia. Acredito nesse louco sentimento sagrado. Mesmo que perdure por um breve momento de atenção. Só não quero sentir um vazio descontrolado. Quando me encontro diante da solidão. Já esperei muito das pessoas nessa vida. No fim de um túnel onde não vi ninguém. Tive que procurar minha própria saída. Da vida sai feliz quem consigo estiver bem.


Helen De Rose

Do meu livro : Uivam as lobas.

Adquira aqui: Clube de Autores

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Burlesco

Dita Von Teese

Lá está ele na frente da tela
um cara que procura por algo
um sonho perdido no tempo
uma fantasia surgida no alto
de um simples movimento

De repente, ela surge na sua frente
trazendo dois leques de plumas
no meio de colares de pérolas
com dois pingentes de runas
em cada mamilo fremente

Ela mexe as plumas iguais asas
para mostrar sua linda calcinha
com babados delicados de rendinha
rebola o quadril e vira de costas
mostrando onde está suas rosas

O moço se ajeita na cadeira
enquanto ela se aproxima
e mexe na sua cabeça de cima
chacoalhando seus volumosos seios 
com sua visão fixa e faceira

Abre uma champanhe gelada
sorri de forma insinuante
bebe no gargalo e molhada
senta no colo do moço amante
e derrama champanhe nele

Ele nem acredita no que vê
a língua macia dela se mistura
com os arrepios da sua pele
deixando-o louco nesta altura
como se assistisse o 'cine privé'

A moça parece tão maluca
deixa marcas de batom na nuca
arranca os colares e fica nua
veste a calcinha na cabeça
do moço, agora, inteiro paralisado 

Ela pensa que ele está passando mal
pega os leques de plumas brancas
abana as cabeças de baixo e de cima
aspira um fio das plumas e espirra
caindo no colo do moço com suas ancas

Ui! Que encaixe mais ligeiro!
O moço bonito fruiu e estremeceu
enquanto ela virou os olhos pro ar
levantou com um rebolado brejeiro
abriu a porta, saiu, sem dizer adeus.

Helen De Rose


Adquira aqui: Clube de Autores

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Melhor Poesia do Ano




Olá meus queridos, quero compartilhar uma alegria com vocês. 
O 1º Colegiado de Escritores Brasileiros, órgão executivo da Litteraria Academiae Lima Barreto, acaba de divulgar as relações dos autores selecionados para as Edições 2016 do Panorama Literário Brasileiro - As Melhores Poesias do ano.
Como ocorre todos os anos, o processo seletivo considerou obras inscritas nas Seletivas da CBJE, durante o ano editorial: de 31 de outubro de 2015 a 30 de setembro de 2016.
Meu poema foi escolhido:



Folha solta no ar
A inconsciência salta dum abismo lunar

transforma o ouro nas águas profundas do passado

e navega nos oceanos da dualidade da presente intuição.

Cada estação solar traz uma mensagem para decifrar

quando a consciência lúcida procura por um aprendizado

do crer ou não crer pelos caminhos da desmistificação.

As dúvidas são iguais veleiros navegando num mar

e o coração é uma folha solta no ar quando não está amarrado

pela Lei que rege toda a natureza e a sua justificação.

No silêncio, conseguimos ouvir o vento e a vela namorar

enquanto o veleiro roda o mundo sem ficar parado

buscando um significado inevitável para cada sensação.

Quando amarrado num porto, por suas escolhas sem pensar

o tempo se faz algoz do seu corpo e o olhar hipnotizado

misturando os sentimentos depois de uma transformação.

A ventania é um presságio alarmante do que pode chegar

e a destruição é uma prova para quem não foi aniquilado

na renúncia do que se tem para avançar na evolução.

Enquanto a noite vem, ainda há uma folha solta no ar

e, depois do amanhecer, ainda vejo um anjo alado

querendo navegar no vento onde o tempo vira um eão.

Os mergulhos na existência nos mostram como podemos avançar

em cada dimensão existente aqui ou do outro lado

conhecendo a nós mesmos e tudo o que permeia esta compreensão.


Helen De Rose - (poema selecionado na Antologia "Rimas de ventos e velas" em outubro/2015; poema do meu sexto livro "Antologias" lançado em setembro/2016).

Agradeço a oportunidade CBJE (Câmara Brasileira de Jovens Escritores) do Rio de Janeiro.

Site: http://camarabrasileira.com.br/

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Olhai os Mananciais dos Sonhos










Os meus pensamentos me levaram nesta viagem sem destino...
Caminhos erguidos por eucaliptos envolvidos por brumas, anunciando o crepuscular vespertino, num extremo peninsular do ocidente.
Encontrei um jardim onde três ninfas, guardiãs das fronteiras entre o dia e a noite, brincavam de pintar o céu, com a luz avermelhada da tarde, colorindo a Deusa do seu Esplendor num horizonte perdido.
Adiante, vi uma construção antiga, abandonada pelo tempo, com várias janelas e grades enferrujadas, com limbos tomando conta da pintura umedecida pela garoa fina, que começava a cair nessa tarde de outono, preguiçosamente fria pelo vento, que ia varrendo as folhas caídas nos gramados, formando redemoinhos vivos. De repente, uma luz surgiu de uma lamparina, iluminando o rosto de um homem solitário, olhando atentamente nos meus olhos, através de uma das janelas da frente da construção antiga. Seu vulto era de um homem alto, de porte largo e cabeça raspada.
Antes de subir as escadas da porta de entrada, olhei para meu lado direito e vi um largo gramado verde, onde um cavalo branco, selvagem, corria livremente por todos os lados. Voltei meus olhos para o rosto do homem e vi lágrimas correndo em sua face. Senti um calafrio. Apontei meu dedo indicador para a porta e ele sumiu da janela.
Em segundos, a porta se abriu e o homem segurando a lamparina numa das mãos, tremia, demonstrando uma misteriosa emoção. No bolso da sua camisa, havia uma foto, puxei para ver, e era de uma mulher grávida. Ele não esboçava nenhuma palavra, apenas olhava cada gesto meu. Com o vento, uma porta dos fundos começou bater, então ele se apressou em fechá-la, percorrendo um corredor enorme, com o piso de tijolos e com portas dos dois lados. Segui seus passos até o fim do corredor, quando a porta se abriu com o vento, vi um quintal repleto de lápides, túmulos antigos, onde várias pessoas foram enterradas ali. O homem olhou nos meus olhos com receio e segurou meu braço, impedindo que eu fosse até lá. Neste momento, três Deusas guardiãs do éden e do mundo subterrâneo surgiram de um pomar de árvores mágicas de onde nasciam Pomos de Ouro. Elas iam limpando e enfeitando as lápidas com maçãs e flores místicas azuis. Depois correram para um lago, atrás do pomar e, mergulharam nuas, desaparecendo nas águas turvas, no meio das brumas silenciosas. Por alguns minutos, prendi minha respiração, para tomar coragem...Voltei meus olhos para trás e ofereci a mão para o homem misterioso. Então, seguimos em direção a primeira lápide de mármore. Nesse instante, olhei para minhas vestes e elas se transformaram no meu corpo. Surgiu uma saia longa negra e um corselet vermelho, meus cabelos ficaram mais longos, como se eu estivesse atravessando uma ponte entre o presente e o passado. Diante de nós, uma estátua de anjo Serafim surgiu em frente de uma cruz de madeira e do seu lado repousava o cadáver de uma mulher, coberta por flores de jasmins e borboletas coloridas, envolvida por uma luz de matizes azuis, fosforescendo sua camisola branca.
O homem ajoelhou-se em prantos diante dela e pronunciou algumas palavras:

“- Minha Amada Imortal!
Quanta saudade eu sinto em meu coração!
Eu pensei que nunca mais fosse lhe ver!
Diante do silêncio do seu corpo,
Eu sou o Sol sem a luz,
O vento sem as folhas,
A água sem a nascente,
A terra sem a semente,
Um barco perdido em alto mar...”

E,
Presenciando este encontro solene,
Sentei sobre a lápide de mármore
E chorei...
Pois, para minha surpresa, aquela mulher trazia em seu rosto, os traços da minha face.

Helen De Rose
* Antologia lançada em 21/04/2015 - 1* Coletânea de Contos - Academia Luminescência Brasileira. Adquira o livro: http://clubedeautores.com.br/book/185294--Academia_Luminescencia_Brasileira#.VkCiULerTIV


quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Anjos no jardim da Paz

Marli Zaccariotto
Minha amiga
Deixa no meu coração seu sorriso
De momentos vividos nesta jornada
Mensagens que me escrevia
Enfeitadas com seus desenhos
Feitos com sua mão delicada
Anjos alados a brincar
Nos jardins de flores
Rodeadas por borboletas livres
Que de repente saíam do papel
E vinham pousar nos meus cabelos
Quando terminava de ler
As mensagens que saíam
Do seu bondoso coração.

Nesta despedida momentânea
Levamos sua morada corpórea
Para descansar debaixo
De um ipê cor-de-rosa
Que de tão generoso
Ao balançar com o vento
Deixava cair flor por flor
No teu leito terreno
E neste momento
Eu chorei...
Lembrei da nossa amizade
Da nossa doce santidade
Ao desejar sempre o bem
Neste afeto gratuito
Do nosso amor amigo.

Para você 
Minha amiga
Que sempre
Desenhou jardins pra mim
Morada dos anjos
Repletos de borboletas
Livres a voar
Hoje foi seu dia
De receber o seu
Jardim da paz
Enfeitado por flores
Para receber seu voo
De liberdade
Como uma livre
Borboleta
Rodeada por anjos.

Senti você
Despedir-se
De mim
Na brisa 
Que refrescava
Minhas lágrimas...

Esteja em paz
Agora e sempre
Até o dia
Do nosso 
Reencontro.

Helen De Rose.

*Poema dedicado para esta amiga muito querida.
Está no meu primeiro livro.


quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Bulevar dos Oitis

Em Araraquara/SP


Existe um lugar encantado na morada do sol
onde as aves migratórias que se alimentam do mel
buscam todos os dias para glorificarem o arrebol
enquanto o verde das folhas cobrem todo o céu

Um lugar onde as almas das árvores se entrelaçam
com seus longos ramos em posição de louvor
homenageando as almas que um dia viveram e lutaram.
Foram voluntárias de uma guerra, guerreiras da dor

Um lugar onde minha alma sente a sutil presença
de todas essas almas entrelaçadas e abraçadas
enquanto meus pés caminham na paz da sua herança
sob as sombras frescas que deixam sobre as longas calçadas

Um lugar onde meus olhos encantados olham para o alto
e meus ouvidos ouvem uma canção de louvor que dali emana.
Uma perplexidade toma conta da mente que fica em sobressalto
aguardando que apareça repentinamente uma figura humana

Um lugar onde meu coração deseja ficar e morar eternamente
sentar no banco de madeira da calçada e esperar as estações do ano
ver no outono as folhas se soltando dos Oitis, levitando docemente
enquanto seus ramos louvam ao céu num simples gesto humano

Existe um lugar chamado 'Bulevar dos Oitis' na morada do sol
e quando olhamos, pela primeira vez, algo acontece em nosso ser
um sentimento de paz nasce deste agradecimento ao homem de prol
lembrando-nos que nossas almas estão unidas à natureza para sobreviver.


Helen De Rose

*Lançado em 20/01/2015 - CBJE - Rio de Janeiro


sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Interlúdio do coração




Ouço a tempestade vindo através dos ventos alvoroçados

os trovões aceleram as batidas do meu coração mediador
e o frio se transforma numa neve fina sobre os gramados
um coração perturbado não conhece a paz de um mentor.
Os cercados ainda tentam delimitar a liberdade perdida 
mas a tempestade opressora desarruma tudo num segundo 
e o meu coração me guia na escuridão e mostra-me a saída
enquanto os ouvidos ouvem as palavras vazias do mundo.
Ainda existe vida em mim, apesar do silêncio da minha voz
os tiros ainda acertam as crianças que não tiveram infância
e as mães mortas, são a morte onde a vida começou, sina atroz
as casas ficam abandonadas em seu âmago e nestas circunstâncias.
Tudo acontece num minuto, mas o coração é lento nas mudanças
sofre cada segundo que pulsa na alma ferida do seu sentimento
os ouvidos não querem ouvir, os olhos não querem ver as lembranças
e a saudade é igual a tempestade que nos tira a vontade do alimento.
Transições que chegam com os ventos alvoroçados e insensíveis
quando o inverno é longo, a neve congela as pequenas nascentes
mas o espírito tenta aquecer o coração forte com gestos possíveis
porque ainda há vida depois da tempestade e suas frias correntes.
As mudanças são aprendizados forçados, não desejo pra ninguém
os olhos escurecem, nossos ouvidos ensurdecem e a voz engole
o sofrimento em forma de tempestade vinda de algo ou alguém
os raios arrepiam a pele morna enquanto cada sentido nos foge.
O tempo nos diz que ainda há esperança depois das cicatrizes
o coração ainda pulsa, a vida está presente e conseguimos respirar
e se um dia a tempestade voltar, mais uma vez, seremos aprendizes
porque nesta vida só não vive quem jamais soube o que é amar.


Helen De Rose

*Lançamento 20/12/14 - CBJE - Rio de Janeiro

domingo, 30 de novembro de 2014

Infinito particular




Estamos num instante de infinito particular 
leio-te nos matizes da cor do teu olhar 

Atravesso oceanos siderais da tua imaginação 
enquanto a menina dos teus olhos brinca na minha visão 

Corro pelas florestas do teu coração pulsando 
sobre as patas de um lince seguindo tua íris se libertando 

Vivo no teu globo ocular brincando com as lindas mariposas 
que fazem brilhar meu cristalino, refletindo as luzes de tuas prosas 

Retina em mim, transforma a vida numa obra de arte 
transcende o etéreo e leva consigo o meu estandarte 

Dou para ti minha córnea para encontrar meu mundo 
e chegar no porto abrigo onde o Sol é o meu Eu profundo 

Não deixarei que tua pupila se perca de mim 
nem aqui, nem onde o destino procura por um fim.


Helen De Rose

*Lançamento em 30/11/14 - CBJE - Rio de Janeiro 


Mais do que um livro, o Panorama Literário Brasileiro é um documento histórico. Ele registra as melhores poesias inscritas para as seletivas da CBJE durante nosso ano editorial (período outubro 2013/setembro 2014). Neste ano, como no ano passado, a seleção das obras ficou a cargo dos Acadêmicos do 1º Colegiado de Escritores Brasileiros, órgão executivo da Litteraria Academiae Lima Barreto,
no Rio de Janeiro.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

O sangue das bonecas virgens




Infâncias mortas-vivas,
órbitas dos olhos vazias,
sensação tenebrosa do escuro.
Manchas de sangue tingem
o vestido branco da inocência,
conspurcam a monstruosidade
diante de uma cruz envelhecida,
simbolizando o escárnio
com risos horripilantes e demoníacos.
Num cenário lúgubre,
vampirizam o sangue
e comem as entranhas,
comungam do mesmo prazer.
Nos mausoléus, sepulcros se abrem,
pedófilos sem olhos e imundos fedem,
riem e assombram
os anjos de mármores,
colhem as flores secas
retorcidas pela morte
e depois fingem
que pedem perdão
para as velas acesas
queimando no chão.
Depositam as flores mortas
diante do sepulcro frio
de uma criança.
Sobre a lápide,
seu brinquedo favorito:
uma boneca virgem
ensanguentada.


Helen De Rose

*Lançamento 20/11/14 - CBJE - Rio de Janeiro


quinta-feira, 20 de novembro de 2014

É o teu nome que eu chamo



Quando me deixas aqui
Sem teus carinhos
Deixo meu corpo dormir
Nas noites de nossos sonhos
Para pensar em ti
E ainda sentir
A sensação de estar
Dentro de mim.
É tão difícil
Ver teus passos partir
Sem poder
Ao menos um abraço
Demorado te dar
E no desespero
Das minhas lágrimas
É o teu nome que eu chamo...
O que eu posso mais fazer
Para teu coração acreditar
Que tu és o amor da minha vida?
A minha vida só respira
Olhando para teus olhos
Penetrando assim nos meus
Sentindo teu cheiro
Misturando-se
Por todos os meus desejos
Provando os lábios teus
Em demorados beijos.
Como posso olvidar um amor assim?
Se, todos os dias da minha vida
É o teu nome que eu chamo...


Helen De Rose

*Lançamento em 20/11/14 - CBJE - Rio de Janeiro

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Mona Lisa



Diante da profundidade de um olhar
uma paisagem no fundo da dualidade
o lado do coração na altitude do amar
e a razão na planície da realidade

Na face, um sorriso enigmático e sagrado
iluminado pelo olhar dimensional
sob um véu transparente consagrado
sentada em decoro, imagem piramidal

Um distanciamento que nos aproxima
pelos braços cruzados, criando uma divisão
dum triângulo com a ponta para cima
revelando a dicotomia desta criação

Helen De Rose

*Lançamento em 20/10/14 - CBJE - Rio Janeiro


terça-feira, 30 de setembro de 2014

Ausência



Deitada nesta linha pulsante da vida,
eu entrego meu corpo cansado,
com todas as minhas lutas em vão,
alimentadas pela ilusão dum sonho,
que um dia vi acontecer nos seus olhos.
(Uma luz nos envolveu rapidamente,
enquanto o amor sorriu pra nós,
transformando nossa vida numa só.)
Deitada nesta linha pulsante do amor,
eu entrego meu espírito magoado,
com todos os sentimentos do meu coração,
silenciado pela minha visão marejada,
que um dia vi sair da sua emoção.
(Um sentimento único, sem explicação,
em cada gesto, ao som da nossa respiração,
no descanso do êxtase do nosso amor.)
Nesta ausência de mim mesma,
a noite ficará mais serena com a presença da Lua,
e o dia mais iluminado com cada nascer do Sol.
Eu estarei entregue na paz de não ter nada,
nem aqui ou em qualquer outro lugar.

Helen De Rose

*Lançamento 20/10/2014 - CBJE - Rio de Janeiro.

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